segunda-feira, 16 de março de 2009

Amo e odeio... Hoje amo!


Sempre reclamei de São Paulo: do trânsito, da chuva, da violência etc. Mas nos últimos meses tenho tido uma vontade imensa de conhecer mais a cidade. É impressionante como não conhecia a própria cidade onde nasci. Lendo e visitando novos lugares, percebi que aqui é possível encontrar um pedaço de cada lugar no planeta, a começar pelos habitantes... Olha só a variedade:
Italianos: SP é hoje a terceira maior "cidade" da Itália, pela quantidade de habitantes que se aglomeram no bairro do Bixiga, no Brás e na Mooca.
Japoneses: SP é também a maior cidade japonesa fora do Japão...
Judeus: Um rápido passeio pela arborizada Higienópolis ou pelo Bom Retiro e nos sentimos em Israel.
Árabes: SP é a terceira maior cidade libanesa fora do Líbano...
Alemães: Se aglomeram na região der Santo Amaro, Brooklin e Alto da Boa Vista (muita cerveja)...
Lituanos (essa eu nem imaginava): Tomaram conta da Vila Zelina, perto do Ipiranga.
Gregos: Deram de presente à cidade a belíssima Catedral Ortodoxa...
Chineses e coreanos: nem precisa comentar, mas são muitos...
Ibéricos: SP é, ao mesmo tempo, a maior cidade portuguesa fora de Portugal e amaior cidade espanhola fora da Espanha. Os portugueses vêm para cá desde o "descobrimento" (??) até o século 20. Os espanhóis chegaram no fim do século 18 para trabalhar na lavoura de café.
Sul-americanos (adoro): com as crises econômicas, na década de 70, começou o êxodo de bolivianos, paraguaios, chilenos, peruanos, uruguaios e argentinos para SP. Hoje, os jovens latinos são atraídos pela Universidade de SP.
Africanos: em algumas comunidades afro...
Índios (acreditem): há aldeias guaranis em Parelheiros, no Parque do Jaraguá e em Embu. Muitos índios também vivem em favelas, como a do Real Parque, na Marginal Pinheiros.
Nordestinos e ciganos: os primeiros se aglomeram nos bairros como o Brás e Santo Amaro. Os segundos no Itaim Paulista.

Não posso deixar de me empolgar em conhecer um pouco do mundo sem sair da minha cidade. Amo. Mas às vezes odeio. Hoje, amo.

quarta-feira, 11 de março de 2009


Charles Chaplin... Acho que David Fincher se inspirou no comentário de Chaplin quando dirigiu o Filme "O Curioso Caso de Benjamin Button":

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?" (Charles Chaplin)

É, talvez Carlitos, talvez...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Escrever...

Ultimamente tenho tido vontade de escrever sobre vários assuntos. Coincidentemente (ou não) estava lendo o livro "Brasil - a história contada por quem viu" e li algo realmente interessante. O navegante italiano Américo Vespúcio não fez grandes feitos na época da colonização do Brasil, porém, ele foi o autor de um dos primeiros best-sellers da humanidade: Mundus Novus (1506). Nessa época, assuntos sobre o continente recentemente descoberto era segredo de Estado e Américo se propôs a contar aquilo que viu com os próprios olhos. Com isso, ele se tornou um herói para seus leitores e foi aí que o continente ganhou SEU NOME, América. Apenas por ter escrito aquilo que viu.
Acho que isso me motivou ainda mais para começar a postar no meu blog, rs.